ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
Um dos grandes receios de quem aprecia a astrologia é encontrar planetas na casa XII da carta natal ou da revolução solar. Esse temor se estende também às casas VI e VIII, tradicionalmente associadas a desafios.

Por serem casas ligadas a temas difíceis, muitos tenem qualquer posicionamento planetário nelas. No entanto, há significados frequentemente negligenciados na maioria das leituras – e que chamo de significados alternativos. Não se trata dos temas derivados das casas, mas sim de aspectos próprios dessas áreas que muitas vezes passam despercebidos.

Um exemplo ajuda a esclarecer: se o planeta que rege o ascendente da revolução solar ou da carta natal estiver na casa VI da revolução, isso não indica necessariamente uma doença. Pode representar um ano focado em preocupações cotidianas, maior envolvimento com pessoas humildes ou mesmo uma fase voltada para burocracias e infraestrutura.

Como a casa VI é cadente, o período pode não trazer avanços significativos, mas isso não significa, por si só, um problema. A condição do planeta envolvido será crucial para determinar se os desafios são pontuais ou mais intensos.

Na casa VIII, a ideia de “morte” nem sempre se refere ao falecimento do próprio nativo. O posicionamento pode indicar um período marcado por questões relacionadas à morte de terceiros, como heranças, funerais ou partilhas de bens. Além disso, a casa VIII é o domínio das crises. Se o regente do ascendente (natal ou anual) estiver nela, pode apontar tanto para a solução de problemas quanto, caso o planeta esteja enfraquecido, para o início de uma crise.

A casa XII é amplamente associada ao sofrimento, mas seus significados vão muito além disso.  Ter o regente do ascendente nessa casa não implica automaticamente um período de dor ou perda. 

Dependendo das conexões planetárias, pode representar um ano de maior isolamento voluntário, contato com pessoas em situação vulnerável, envolvimento com grupos fechados ou mesmo a guarda de um segredo importante.

A astrologia é uma ferramenta rica – cabe a nós utilizá-la com profundidade e discernimento.

#astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
Um dos grandes receios de quem aprecia a astrologia é encontrar planetas na casa XII da carta natal ou da revolução solar. Esse temor se estende também às casas VI e VIII, tradicionalmente associadas a desafios. Por serem casas ligadas a temas difíceis, muitos tenem qualquer posicionamento planetário nelas. No entanto, há significados frequentemente negligenciados na maioria das leituras – e que chamo de significados alternativos. Não se trata dos temas derivados das casas, mas sim de aspectos próprios dessas áreas que muitas vezes passam despercebidos. Um exemplo ajuda a esclarecer: se o planeta que rege o ascendente da revolução solar ou da carta natal estiver na casa VI da revolução, isso não indica necessariamente uma doença. Pode representar um ano focado em preocupações cotidianas, maior envolvimento com pessoas humildes ou mesmo uma fase voltada para burocracias e infraestrutura. Como a casa VI é cadente, o período pode não trazer avanços significativos, mas isso não significa, por si só, um problema. A condição do planeta envolvido será crucial para determinar se os desafios são pontuais ou mais intensos. Na casa VIII, a ideia de “morte” nem sempre se refere ao falecimento do próprio nativo. O posicionamento pode indicar um período marcado por questões relacionadas à morte de terceiros, como heranças, funerais ou partilhas de bens. Além disso, a casa VIII é o domínio das crises. Se o regente do ascendente (natal ou anual) estiver nela, pode apontar tanto para a solução de problemas quanto, caso o planeta esteja enfraquecido, para o início de uma crise. A casa XII é amplamente associada ao sofrimento, mas seus significados vão muito além disso. Ter o regente do ascendente nessa casa não implica automaticamente um período de dor ou perda. Dependendo das conexões planetárias, pode representar um ano de maior isolamento voluntário, contato com pessoas em situação vulnerável, envolvimento com grupos fechados ou mesmo a guarda de um segredo importante. A astrologia é uma ferramenta rica – cabe a nós utilizá-la com profundidade e discernimento. #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
2 dias ago
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Abu Maʿshar desenvolveu uma obra dedicada às Revoluções nas natividades. Em um dos primeiros capítulos, ele explica como identificar o Senhor do Ano e destaca os pontos essenciais a serem considerados em sua interpretação.

O ponto de partida é determinar o Senhor do Ano a partir da profecção do Ascendente. Ele orienta:

“Deves observar, na revolução dos anos, o Ascendente natal e calcular um signo por ano; onde ele alcançar, esse será o signo anual. Seu senhor será o ‘Senhor do Ano’ (regente do tempo), chamado em persa ‘Salchadāi’.”

Ele recomenda avaliar a condição do signo da profecção e de seu senhor tanto na carta natal quanto na revolução solar, incluindo planetas posicionados neste signo, seus aspectos, se o signo é angular, sucedente ou cadente na carta natal e anual, se há estrelas neste signo, lotes ou partes, etc.

Abu Maʿshar explica que:

Se o signo da profecção estiver livre de aflições dos planetas natais e anuais, e seu senhor estiver fortalecido tanto na natividade quanto na revolução, em sua dignidade essencial, isso indica saúde, alegria e prazer nas áreas regidas pelo Senhor do Ano e pelos planetas conectados a ele, por natureza e posição.

Se o signo da profecção estiver aflito por planetas natais ou na revolução, e seu senhor estiver debilitado, isso aponta para doenças, tristeza, perdas e dificuldades nas coisas significadas pelo Senhor do Ano e pelos planetas que o aspectam.

Se o Senhor do Ano for diurno, mas ocupar uma posição noturna, ou se estiver em casas sem força ou retrógrado, isso sugere instabilidade, preocupações e fracasso nas atividades e desejos do nativo.

Abu Maʿshar ainda oferece diretrizes valiosas para a interpretação:

Se o signo da profecção for de natureza fértil e seu senhor estiver bem posicionado, isso indica aumento de bens, prosperidade e crescimento da família.

Se cair em um signo estéril e o senhor estiver debilitado, isso sugere perdas, dificuldades para ter filhos e declínio dos recursos.

#astrologia #astrologiatradicional #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
Abu Maʿshar desenvolveu uma obra dedicada às Revoluções nas natividades. Em um dos primeiros capítulos, ele explica como identificar o Senhor do Ano e destaca os pontos essenciais a serem considerados em sua interpretação. O ponto de partida é determinar o Senhor do Ano a partir da profecção do Ascendente. Ele orienta: “Deves observar, na revolução dos anos, o Ascendente natal e calcular um signo por ano; onde ele alcançar, esse será o signo anual. Seu senhor será o ‘Senhor do Ano’ (regente do tempo), chamado em persa ‘Salchadāi’.” Ele recomenda avaliar a condição do signo da profecção e de seu senhor tanto na carta natal quanto na revolução solar, incluindo planetas posicionados neste signo, seus aspectos, se o signo é angular, sucedente ou cadente na carta natal e anual, se há estrelas neste signo, lotes ou partes, etc. Abu Maʿshar explica que: Se o signo da profecção estiver livre de aflições dos planetas natais e anuais, e seu senhor estiver fortalecido tanto na natividade quanto na revolução, em sua dignidade essencial, isso indica saúde, alegria e prazer nas áreas regidas pelo Senhor do Ano e pelos planetas conectados a ele, por natureza e posição. Se o signo da profecção estiver aflito por planetas natais ou na revolução, e seu senhor estiver debilitado, isso aponta para doenças, tristeza, perdas e dificuldades nas coisas significadas pelo Senhor do Ano e pelos planetas que o aspectam. Se o Senhor do Ano for diurno, mas ocupar uma posição noturna, ou se estiver em casas sem força ou retrógrado, isso sugere instabilidade, preocupações e fracasso nas atividades e desejos do nativo. Abu Maʿshar ainda oferece diretrizes valiosas para a interpretação: Se o signo da profecção for de natureza fértil e seu senhor estiver bem posicionado, isso indica aumento de bens, prosperidade e crescimento da família. Se cair em um signo estéril e o senhor estiver debilitado, isso sugere perdas, dificuldades para ter filhos e declínio dos recursos. #astrologia #astrologiatradicional #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
1 semana ago
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No próximo dia 20 de março, inicia-se o novo ano astrológico.

Os antigos tratados de astrologia mundial oferecem uma abundância de informações sobre o que o ano pode trazer de bom ou ruim. Embora muitas dessas informações estejam atreladas ao contexto histórico em que foram escritas, várias delas permanecem relevantes e valiosas como técnicas aplicáveis ao mundo atual.

Ao utilizar métodos tradicionais para análises astrológicas, é essencial adaptar a interpretação ao nosso tempo e contexto, sem perder de vista a essência dos ensinamentos antigos.

Por exemplo, em um dos tratados de Abu Ma’shar, ele menciona que Marte em Câncer indica uma produção moderada de manteiga e óleo para o ano. Em nossa realidade moderna, essa previsão parece anacrônica — a manteiga é produzida em larga escala industrialmente, e o volume de sua produção não carrega o mesmo peso informativo para a população. No entanto, podemos traçar paralelos mais contemporâneos: o petróleo, um recurso vital no cenário geopolítico e econômico, pode ser analisado sob essa mesma ótica simbólica.

Vejamos agora o que Guido Bonatti escreve no Livro da Astronomia sobre Marte em Câncer, quando presente na carta do ingresso do Sol em Áries:

“E se Marte, na revolução do ano, estiver em Câncer ou em sua triplicidade (e especialmente em Câncer), a aparência das coisas que ele significará será nas partes do norte. Mas em Câncer, ele significa naufrágios que acontecem de repente, devido a um forte e súbito sopro de ventos; e significa brigas, contendas e guerras nas partes ocidentais; e haverá opressão por causa do pagamento de tributos, e haverá febres e outras doenças, e haverá dores de garganta e no peito; e o calor será opressivo, e a chuva será diminuída.”

Muito do que Bonatti descreve já se desenrola diante de nossos olhos: disputas tributárias internacionais, ataques ocidentais — como a recente ofensiva dos Estados Unidos contra os rebeldes do Iêmen — e tensões crescentes. Resta acompanhar o desenrolar dos demais eventos previstos...

#astrología #astrologiatradicional #astrologiaclassica #astrologiamundial  #anarodrigues_astrologa
No próximo dia 20 de março, inicia-se o novo ano astrológico. Os antigos tratados de astrologia mundial oferecem uma abundância de informações sobre o que o ano pode trazer de bom ou ruim. Embora muitas dessas informações estejam atreladas ao contexto histórico em que foram escritas, várias delas permanecem relevantes e valiosas como técnicas aplicáveis ao mundo atual. Ao utilizar métodos tradicionais para análises astrológicas, é essencial adaptar a interpretação ao nosso tempo e contexto, sem perder de vista a essência dos ensinamentos antigos. Por exemplo, em um dos tratados de Abu Ma’shar, ele menciona que Marte em Câncer indica uma produção moderada de manteiga e óleo para o ano. Em nossa realidade moderna, essa previsão parece anacrônica — a manteiga é produzida em larga escala industrialmente, e o volume de sua produção não carrega o mesmo peso informativo para a população. No entanto, podemos traçar paralelos mais contemporâneos: o petróleo, um recurso vital no cenário geopolítico e econômico, pode ser analisado sob essa mesma ótica simbólica. Vejamos agora o que Guido Bonatti escreve no Livro da Astronomia sobre Marte em Câncer, quando presente na carta do ingresso do Sol em Áries: “E se Marte, na revolução do ano, estiver em Câncer ou em sua triplicidade (e especialmente em Câncer), a aparência das coisas que ele significará será nas partes do norte. Mas em Câncer, ele significa naufrágios que acontecem de repente, devido a um forte e súbito sopro de ventos; e significa brigas, contendas e guerras nas partes ocidentais; e haverá opressão por causa do pagamento de tributos, e haverá febres e outras doenças, e haverá dores de garganta e no peito; e o calor será opressivo, e a chuva será diminuída.” Muito do que Bonatti descreve já se desenrola diante de nossos olhos: disputas tributárias internacionais, ataques ocidentais — como a recente ofensiva dos Estados Unidos contra os rebeldes do Iêmen — e tensões crescentes. Resta acompanhar o desenrolar dos demais eventos previstos... #astrología #astrologiatradicional #astrologiaclassica #astrologiamundial #anarodrigues_astrologa
2 semanas ago
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Vem aí mais um eclipse lunar…. Nunca é demais relembrar …
Vem aí mais um eclipse lunar…. Nunca é demais relembrar …
3 semanas ago
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Neste vídeo conversamos sobre os seguintes tópicos:

  • Não vamos falar de escolhe a fase para determinadas atividades, mas como a fase lunar pode ser utilizada na análise do mapa natal
  • Vamos voltara na história para compreender como era a visão dos antigos sobre a vida, sobre a cosmologia.
  • Os conhecimentos de Aristóteles, sec IV aC, tiveram uma grande influência sobre a Astrologia.
  • Ele dizia que existiam dois mundos, o terrestre e o celeste, e a ligação entre os dois era feita pela Lua. A Lua é a ponte que une o mundo divino ao mundo terreno.
  • Na Astrofísica, quando estudamos a gravidade, efeito de maré, percebemos esta relação marcante entre a Terra, seu satélite, Lua e o Sol. As porções de luz do Sol e o movimento da Terra / Lua causam as estações ou fases lunares.
  • A Astrologia tem suas bases definidas sobre a Teoria das Esferas. Quando falamos de características de calor – frieza, umidade – secura, benefício, malefício, estamos falando das posições dos luminares e planetas nas esferas celestes
  • A Terra e sua atmosfera estariam contidas na esfera sublunar, e acima dela existiam as esferas planetárias, seguindo a sublunar, viria a esfera da Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, e Saturno, e acima de Saturno a esfera do movimento primário, ou primeiro motor que definia o dia e a noite, e depois a esfera das estrelas fixas.
  • A esfera sublunar, onde a Terra estaria contida, seria a esfera onde os 4 elementos da natureza, e suas qualidades primitivas, se movimentavam. Estavam em constante mudança, e transformação.
  • Segundo Aristótes, quando o espírito descia para reencarnar, ele passava pelas esferas de cada planeta, o que podemos associar com a posição e condições astrológicas dos planetas na carta natal.
  • A alma aguardava os momentos de fase nova ou cheia, em grupos de almas, esperando seu momento particular de nascer. Estes dois momentos são conhecidos como lunações, Syzygy.
  • Na carta, a Lua nova ou cheia anterior ao nascimento é um ponto sensivel tanto para vitalidade, como para momentos marcantes, de mudanças. é a Lunação Pré Natal, ou SAN.
  • Como identificar a fase d aLua em que você nasceu?
  • Trace uma linha de 180 graus, da posição do Sol. Se a Lua estiver posicionada, no sentido do zodíaco, no perímetro do sol até 90 graus, é fase nova, de 90 graus até o ponto da linha (180) é fase crescente. Mas se estiver depois desta linha até 90 graus, se aproximando do Sol novamente, ou seja, em grau antes do Sol, é fase cheia, e ainda depois de 90 graus, se aproximando mais ainda do Sol, é fase minguante.
  • As fases lunares têm a mesmas qualidades da natureza que as fase do Sol. Quais são as fases do Sol? São as estações.
  • A fase nova tem qualidade quente e úmida, temperamento sanguíneo.
  • A fase crescente, qualidade quente e seca, temperamento colérico.
  • A fase cheia, qualidades fria e seca, melancólica, e
  • A fase minguante, qualidades fria e úmida, temperamento fleumático
  • Quando associamos estas informações à posição da Lua por signo na carta natal, temos condições de compreender ainda mais como se dá a expressão emocional do nativo.
  • Por exemplo:
  • Lua em Peixes, tem uma qualidadde fleumática, elemento água muito forte, mas de acordo com a fase lunar, pode ganhar mais secura, e se tornar menos instável.
  • Lua em Peixes na fase nova, ganha calor, mas acrescenta umidade. Torna-se mais envolvida com o meio, participativa, mas melhora sua expressão ativa.
  • Lua em Peixes na fase crescente, ganha calor e secura, o que torna sua expressão menos instável, permanece criativa, e ganha um pequeno tom de praticidade.
  • Lua em Peixes na fase cheia, ganha mais frieza, mas também um pouco de secura. A secura virá em ritmo mais lento, mas a frieza acentua a introspecção. E pode representar timidez.
  • Lua em Peixes na fase minguante, aumenta tanto frieza, quanto a umidade, criando um comportamento muito envolvente com o meio, permeável, com tendência mais instável emocionalmente. Pode ser muito criativa, mas com pouca habilidade para expressão ativa.
  • Mas, lembre-se que tudo depende do restante da carta. Nada funciona sozinho na Astrologia!
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