ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
A ideia moderna, mais esotérica, de que os planetas superiores seriam como “oitavas acima” dos planetas inferiores não surgiu do nada. Ela deriva, ainda que de forma indireta, de um pensamento muito mais antigo, apresentado por Abu Maʿšar, e que deriva dos persas e indianos. O que mudou foi a forma de entender essa hierarquia.

Os antigos já falavam de níveis diferentes de atuação dos planetas, mas não em termos simbólicos ou vibracionais. Para eles, os planetas superiores lidam com o que é lento e duradouro — religiões, dinastias, grandes ciclos históricos — porque se movem devagar e seguem o movimento mais amplo do cosmos. Os planetas inferiores, por serem rápidos e próximos da Terra, tratam das coisas curtas, imediatas e mutáveis do dia a dia.

Com o tempo, essa diferença real acabou sendo reinterpretada. Em vez de pensar em camadas de tempo e de movimento, o pensamento esotérico moderno transformou isso numa ideia de repetição: como se os planetas superiores fossem versões “mais altas” dos inferiores, funcionando na mesma lógica, só em outra frequência. A noção de “oitava” nasce justamente dessa tentativa de traduzir uma hierarquia natural em linguagem simbólica.

O Sol, que para os antigos ocupa uma posição intermediária e mediadora, também perdeu esse papel claro nessa releitura. No modelo original, ele conecta o estrutural ao cotidiano, indicando reis, líderes e centros de poder. Na leitura esotérica, essa função de mediação acaba diluída.

Assim, o pensamento esotérico moderno pode ser visto como um desdobramento tardio mas simplificado de uma ideia mais sólida, mas traduz isso de forma equivocada, trocando:

movimento natural → vibração
duração do tempo → frequência
causalidade cósmica → analogia simbólica

Ele percebe que há níveis diferentes de atuação planetária, mas troca a explicação baseada no movimento, no tempo e na causalidade por uma analogia simbólica que, embora intuitiva, não corresponde ao modelo astrológico.

Muito provavelmente isto ocorreu pela fragmentação do conteúdo original. 

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
A ideia moderna, mais esotérica, de que os planetas superiores seriam como “oitavas acima” dos planetas inferiores não surgiu do nada. Ela deriva, ainda que de forma indireta, de um pensamento muito mais antigo, apresentado por Abu Maʿšar, e que deriva dos persas e indianos. O que mudou foi a forma de entender essa hierarquia. Os antigos já falavam de níveis diferentes de atuação dos planetas, mas não em termos simbólicos ou vibracionais. Para eles, os planetas superiores lidam com o que é lento e duradouro — religiões, dinastias, grandes ciclos históricos — porque se movem devagar e seguem o movimento mais amplo do cosmos. Os planetas inferiores, por serem rápidos e próximos da Terra, tratam das coisas curtas, imediatas e mutáveis do dia a dia. Com o tempo, essa diferença real acabou sendo reinterpretada. Em vez de pensar em camadas de tempo e de movimento, o pensamento esotérico moderno transformou isso numa ideia de repetição: como se os planetas superiores fossem versões “mais altas” dos inferiores, funcionando na mesma lógica, só em outra frequência. A noção de “oitava” nasce justamente dessa tentativa de traduzir uma hierarquia natural em linguagem simbólica. O Sol, que para os antigos ocupa uma posição intermediária e mediadora, também perdeu esse papel claro nessa releitura. No modelo original, ele conecta o estrutural ao cotidiano, indicando reis, líderes e centros de poder. Na leitura esotérica, essa função de mediação acaba diluída. Assim, o pensamento esotérico moderno pode ser visto como um desdobramento tardio mas simplificado de uma ideia mais sólida, mas traduz isso de forma equivocada, trocando: movimento natural → vibração duração do tempo → frequência causalidade cósmica → analogia simbólica Ele percebe que há níveis diferentes de atuação planetária, mas troca a explicação baseada no movimento, no tempo e na causalidade por uma analogia simbólica que, embora intuitiva, não corresponde ao modelo astrológico. Muito provavelmente isto ocorreu pela fragmentação do conteúdo original. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
12 horas ago
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Se utiliza o retorno de Saturno na Astrologia Tradicional #astrologiaclassica #astrologia #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional #astrología
Se utiliza o retorno de Saturno na Astrologia Tradicional #astrologiaclassica #astrologia #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional #astrología
4 dias ago
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Os termo são divisões em 5 partes desiguais em cada signo, e cada uma é comandada por um dos cinco planetas.

Pelo senhor do termo, a quem chamam Divisor, isto é, pelo Atazir, conhecerás a fortuna do nativo e o seu labor, se serão firmes ou instáveis, fáceis ou penosos.

Pelo Atazir do Hyleg, segundo os aspectos que receber dos benéficos e dos maléficos, discernirás os tempos em que ao nativo sobrevirá o bem ou o mal, de que modo isso ocorrerá, e se os acontecimentos se consumarão plenamente ou se serão impedidos.

Pelo Atazir do Sol, conhecerás a elevação ou a queda do nativo, o estado do pai e dos irmãos mais velhos, bem como as questões de reino e domínio, e se possuirá autoridade, governo ou senhorio.

Pelo Atazir da Lua, saberás das enfermidades que tocarão o corpo ou a alma do nativo, assim como de seus casamentos, uniões e disposições domésticas.
Pelo Atazir da Parte da Fortuna, conhecerás a medida de sua prosperidade, de sua elevação e do modo como se conduzirá nos assuntos da fortuna, se com abundância ou com escassez.

Pelo Atazir do grau Ascendente, discernirás o estado geral de sua vida, suas peregrinações e deslocamentos, e como se comportará em sua própria terra e entre os seus.

Pelo Atazir da décima casa, saberás das obras e ofícios do nativo, de sua honra e reputação, e se nelas haverá bem ou mal, nobreza ou vileza, beleza ou feiura.

Pelo Atazir de Saturno, conhecerás as explicações das coisas do nativo, suas viagens longínquas, seus amigos, os assuntos herdados do pai e dos irmãos mais velhos, bem como o estado de suas heranças e posses antigas.

Pelo Atazir de Júpiter, saberás das amizades que o nativo terá com reis, príncipes ou homens poderosos, assim como de sua aparência, dignidade e formosura, e de outras coisas semelhantes.

Pelo Atazir de Marte, discernirás suas fornicações, casamentos e amores, suas amizades e inimizades, os prejuízos ou proveitos que terá por meio das mulheres, bem como causas, disputas, palavras ásperas e contrariedades.

Pelo Atazir de Vênus, conhecerás seus amores e matrimônios, seus prazeres e alegrias, a suavidade de suas ações e a benignidade de suas obras.
Os termo são divisões em 5 partes desiguais em cada signo, e cada uma é comandada por um dos cinco planetas. Pelo senhor do termo, a quem chamam Divisor, isto é, pelo Atazir, conhecerás a fortuna do nativo e o seu labor, se serão firmes ou instáveis, fáceis ou penosos. Pelo Atazir do Hyleg, segundo os aspectos que receber dos benéficos e dos maléficos, discernirás os tempos em que ao nativo sobrevirá o bem ou o mal, de que modo isso ocorrerá, e se os acontecimentos se consumarão plenamente ou se serão impedidos. Pelo Atazir do Sol, conhecerás a elevação ou a queda do nativo, o estado do pai e dos irmãos mais velhos, bem como as questões de reino e domínio, e se possuirá autoridade, governo ou senhorio. Pelo Atazir da Lua, saberás das enfermidades que tocarão o corpo ou a alma do nativo, assim como de seus casamentos, uniões e disposições domésticas. Pelo Atazir da Parte da Fortuna, conhecerás a medida de sua prosperidade, de sua elevação e do modo como se conduzirá nos assuntos da fortuna, se com abundância ou com escassez. Pelo Atazir do grau Ascendente, discernirás o estado geral de sua vida, suas peregrinações e deslocamentos, e como se comportará em sua própria terra e entre os seus. Pelo Atazir da décima casa, saberás das obras e ofícios do nativo, de sua honra e reputação, e se nelas haverá bem ou mal, nobreza ou vileza, beleza ou feiura. Pelo Atazir de Saturno, conhecerás as explicações das coisas do nativo, suas viagens longínquas, seus amigos, os assuntos herdados do pai e dos irmãos mais velhos, bem como o estado de suas heranças e posses antigas. Pelo Atazir de Júpiter, saberás das amizades que o nativo terá com reis, príncipes ou homens poderosos, assim como de sua aparência, dignidade e formosura, e de outras coisas semelhantes. Pelo Atazir de Marte, discernirás suas fornicações, casamentos e amores, suas amizades e inimizades, os prejuízos ou proveitos que terá por meio das mulheres, bem como causas, disputas, palavras ásperas e contrariedades. Pelo Atazir de Vênus, conhecerás seus amores e matrimônios, seus prazeres e alegrias, a suavidade de suas ações e a benignidade de suas obras.
1 semana ago
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Agradeço a todos vocês que estiveram aqui neste ano, em todos os momentos vivenciando um pouquinho do meu trabalho com a astrologia tradicional.

Que neste novo ano estejam aqui novamente porque teremos MUITAS NOVIDADES 🤩🤩.

Que a vida de vocês seja sempre muito feliz, e quando não for que traga consciência e aprendizado para transformar.

Feliz 2026!!!
Agradeço a todos vocês que estiveram aqui neste ano, em todos os momentos vivenciando um pouquinho do meu trabalho com a astrologia tradicional. Que neste novo ano estejam aqui novamente porque teremos MUITAS NOVIDADES 🤩🤩. Que a vida de vocês seja sempre muito feliz, e quando não for que traga consciência e aprendizado para transformar. Feliz 2026!!!
2 semanas ago
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Carmen Astrologicum: The ‘Umar al-Tabari Translation Capa comum 

O poema astrológico (Carmen Astrologicum) de Doroteus de Sídon (século I d.C.) desempenhou um papel fundamental na astrologia persa, árabe e latina posterior, formando a base de muitos trabalhos sobre natividades, inícios ou eleições e perguntas (“horárias”) , como o Book of Aristoteles, o Livro os Skilleds de al-Rijāl e os livros de Sahl b. Bishr. Depois de ser traduzido para o persa no século 3, mais tarde foi colocado em uma edição árabe pelo famoso astrólogo ‘Umar al-Tabarī.

Esta nova tradução para o inglês de Al-Tabarī explica muitas características especiais do trabalho de Doroteus, incluindo datação de mapas, o uso de senhores de triplicidade, trânsitos e profecções, tempos de ascensão e muito mais. Com inúmeras notas de rodapé, diagramas extras e os Trechos em prosa grega (traduzidos por Eduardo Gramaglia), ele substitui a edição de 1976 da Pingree. Este trabalho essencial para os astrólogos tradicionais e recompensará um estudo atento.

Esta 2ª edição atualizada (2019) substitui a 1ª edição (2017).

Livro  no idioma inglês.

 

The astrological poem (Carmen Astrologicum) of Dorotheus of Sidon (1st Century AD) played a key role in later Persian, Arabic, and Latin astrology, forming the basis of many works on nativities, inceptions or elections, and questions (“horary”), such as the Book of Aristotle, al-Rijāl’s Book of the Skilled, and the books of Sahl b. Bishr. After being translated into Persian in the 3rd Century, it was later put into an Arabic edition by the famous astrologer ‘Umar al-Tabarī.

This new English translation of al-Tabarī explains many special features of Dorotheus’s work, including chart dating, the use of triplicity lords, transits and profections, ascensional times, and more. With numerous footnotes, extra diagrams, and the Greek prose Excerpts (translated by Eduardo Gramaglia), it supersedes the 1976 edition by Pingree. This essential work for traditional astrologers and will repay close study.

This updated 2nd edition (2019) replaces the 1st edition (2017).

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Cazimi Press; 2nd Updated ed. edição (9 agosto 2019)
  • Idioma ‏ : ‎ Inglês
  • Capa comum ‏ : ‎ 406 páginas
  • ISBN-10 ‏ : ‎ 1934586501
  • ISBN-13 ‏ : ‎ 978-1934586501
  • Dimensões ‏ : ‎ 15.24 x 2.11 x 22.86 cm

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