ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
Um dos métodos mais simples para determinar o momento dos acontecimentos em uma revolução solar é dirigir o grau do ascendente a uma velocidade de 59 minutos e 8 segundos por dia. Cada deslocamento de 59’08” corresponde a um dia dentro do período da revolução solar.

Dessa forma, quando o ascendente dirigido atinge o grau ocupado por um planeta, ele atua como um gatilho para os eventos significados por esse planeta. O mesmo princípio se aplica quando o ascendente dirigido alcança um grau de sextil, trígono, quadratura ou oposição com um planeta.

De maneira geral, considera-se que, ao atingir o grau de um planeta benéfico, ou um grau de sextil ou trígono com ele, o ascendente desencadeia eventos favoráveis. Por outro lado, ao alcançar o grau de um planeta maléfico, ou quadratura, ou ainda oposição, tende a ativar momentos desafiadores.

Além disso, as quadraturas e oposições do ascendente dirigido a planetas benéficos tendem a ter menor impacto positivo, enquanto os sextis e trígonos a planetas maléficos costumam ser menos desafiadores do que outros aspectos tensos.

A força de um planeta é determinada por diversos fatores, como sua condição de acordo com a seita, sua familiaridade com a natureza do signo, suas dignidades essenciais, sua direção de movimento, sua distância em relação ao Sol e sua fase. Quanto mais forte for o planeta, mais significativos serão os eventos que ele indica.

Por fim, considere também a data em que o ascendente dirigido alcança um dos ângulos, pois esses momentos costumam marcar eventos importantes ao longo do período.

#astrología #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
Um dos métodos mais simples para determinar o momento dos acontecimentos em uma revolução solar é dirigir o grau do ascendente a uma velocidade de 59 minutos e 8 segundos por dia. Cada deslocamento de 59’08” corresponde a um dia dentro do período da revolução solar. Dessa forma, quando o ascendente dirigido atinge o grau ocupado por um planeta, ele atua como um gatilho para os eventos significados por esse planeta. O mesmo princípio se aplica quando o ascendente dirigido alcança um grau de sextil, trígono, quadratura ou oposição com um planeta. De maneira geral, considera-se que, ao atingir o grau de um planeta benéfico, ou um grau de sextil ou trígono com ele, o ascendente desencadeia eventos favoráveis. Por outro lado, ao alcançar o grau de um planeta maléfico, ou quadratura, ou ainda oposição, tende a ativar momentos desafiadores. Além disso, as quadraturas e oposições do ascendente dirigido a planetas benéficos tendem a ter menor impacto positivo, enquanto os sextis e trígonos a planetas maléficos costumam ser menos desafiadores do que outros aspectos tensos. A força de um planeta é determinada por diversos fatores, como sua condição de acordo com a seita, sua familiaridade com a natureza do signo, suas dignidades essenciais, sua direção de movimento, sua distância em relação ao Sol e sua fase. Quanto mais forte for o planeta, mais significativos serão os eventos que ele indica. Por fim, considere também a data em que o ascendente dirigido alcança um dos ângulos, pois esses momentos costumam marcar eventos importantes ao longo do período. #astrología #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
20 horas ago
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Um dos grandes receios de quem aprecia a astrologia é encontrar planetas na casa XII da carta natal ou da revolução solar. Esse temor se estende também às casas VI e VIII, tradicionalmente associadas a desafios.

Por serem casas ligadas a temas difíceis, muitos tenem qualquer posicionamento planetário nelas. No entanto, há significados frequentemente negligenciados na maioria das leituras – e que chamo de significados alternativos. Não se trata dos temas derivados das casas, mas sim de aspectos próprios dessas áreas que muitas vezes passam despercebidos.

Um exemplo ajuda a esclarecer: se o planeta que rege o ascendente da revolução solar ou da carta natal estiver na casa VI da revolução, isso não indica necessariamente uma doença. Pode representar um ano focado em preocupações cotidianas, maior envolvimento com pessoas humildes ou mesmo uma fase voltada para burocracias e infraestrutura.

Como a casa VI é cadente, o período pode não trazer avanços significativos, mas isso não significa, por si só, um problema. A condição do planeta envolvido será crucial para determinar se os desafios são pontuais ou mais intensos.

Na casa VIII, a ideia de “morte” nem sempre se refere ao falecimento do próprio nativo. O posicionamento pode indicar um período marcado por questões relacionadas à morte de terceiros, como heranças, funerais ou partilhas de bens. Além disso, a casa VIII é o domínio das crises. Se o regente do ascendente (natal ou anual) estiver nela, pode apontar tanto para a solução de problemas quanto, caso o planeta esteja enfraquecido, para o início de uma crise.

A casa XII é amplamente associada ao sofrimento, mas seus significados vão muito além disso.  Ter o regente do ascendente nessa casa não implica automaticamente um período de dor ou perda. 

Dependendo das conexões planetárias, pode representar um ano de maior isolamento voluntário, contato com pessoas em situação vulnerável, envolvimento com grupos fechados ou mesmo a guarda de um segredo importante.

A astrologia é uma ferramenta rica – cabe a nós utilizá-la com profundidade e discernimento.

#astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
Um dos grandes receios de quem aprecia a astrologia é encontrar planetas na casa XII da carta natal ou da revolução solar. Esse temor se estende também às casas VI e VIII, tradicionalmente associadas a desafios. Por serem casas ligadas a temas difíceis, muitos tenem qualquer posicionamento planetário nelas. No entanto, há significados frequentemente negligenciados na maioria das leituras – e que chamo de significados alternativos. Não se trata dos temas derivados das casas, mas sim de aspectos próprios dessas áreas que muitas vezes passam despercebidos. Um exemplo ajuda a esclarecer: se o planeta que rege o ascendente da revolução solar ou da carta natal estiver na casa VI da revolução, isso não indica necessariamente uma doença. Pode representar um ano focado em preocupações cotidianas, maior envolvimento com pessoas humildes ou mesmo uma fase voltada para burocracias e infraestrutura. Como a casa VI é cadente, o período pode não trazer avanços significativos, mas isso não significa, por si só, um problema. A condição do planeta envolvido será crucial para determinar se os desafios são pontuais ou mais intensos. Na casa VIII, a ideia de “morte” nem sempre se refere ao falecimento do próprio nativo. O posicionamento pode indicar um período marcado por questões relacionadas à morte de terceiros, como heranças, funerais ou partilhas de bens. Além disso, a casa VIII é o domínio das crises. Se o regente do ascendente (natal ou anual) estiver nela, pode apontar tanto para a solução de problemas quanto, caso o planeta esteja enfraquecido, para o início de uma crise. A casa XII é amplamente associada ao sofrimento, mas seus significados vão muito além disso. Ter o regente do ascendente nessa casa não implica automaticamente um período de dor ou perda. Dependendo das conexões planetárias, pode representar um ano de maior isolamento voluntário, contato com pessoas em situação vulnerável, envolvimento com grupos fechados ou mesmo a guarda de um segredo importante. A astrologia é uma ferramenta rica – cabe a nós utilizá-la com profundidade e discernimento. #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
4 dias ago
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Abu Maʿshar desenvolveu uma obra dedicada às Revoluções nas natividades. Em um dos primeiros capítulos, ele explica como identificar o Senhor do Ano e destaca os pontos essenciais a serem considerados em sua interpretação.

O ponto de partida é determinar o Senhor do Ano a partir da profecção do Ascendente. Ele orienta:

“Deves observar, na revolução dos anos, o Ascendente natal e calcular um signo por ano; onde ele alcançar, esse será o signo anual. Seu senhor será o ‘Senhor do Ano’ (regente do tempo), chamado em persa ‘Salchadāi’.”

Ele recomenda avaliar a condição do signo da profecção e de seu senhor tanto na carta natal quanto na revolução solar, incluindo planetas posicionados neste signo, seus aspectos, se o signo é angular, sucedente ou cadente na carta natal e anual, se há estrelas neste signo, lotes ou partes, etc.

Abu Maʿshar explica que:

Se o signo da profecção estiver livre de aflições dos planetas natais e anuais, e seu senhor estiver fortalecido tanto na natividade quanto na revolução, em sua dignidade essencial, isso indica saúde, alegria e prazer nas áreas regidas pelo Senhor do Ano e pelos planetas conectados a ele, por natureza e posição.

Se o signo da profecção estiver aflito por planetas natais ou na revolução, e seu senhor estiver debilitado, isso aponta para doenças, tristeza, perdas e dificuldades nas coisas significadas pelo Senhor do Ano e pelos planetas que o aspectam.

Se o Senhor do Ano for diurno, mas ocupar uma posição noturna, ou se estiver em casas sem força ou retrógrado, isso sugere instabilidade, preocupações e fracasso nas atividades e desejos do nativo.

Abu Maʿshar ainda oferece diretrizes valiosas para a interpretação:

Se o signo da profecção for de natureza fértil e seu senhor estiver bem posicionado, isso indica aumento de bens, prosperidade e crescimento da família.

Se cair em um signo estéril e o senhor estiver debilitado, isso sugere perdas, dificuldades para ter filhos e declínio dos recursos.

#astrologia #astrologiatradicional #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
Abu Maʿshar desenvolveu uma obra dedicada às Revoluções nas natividades. Em um dos primeiros capítulos, ele explica como identificar o Senhor do Ano e destaca os pontos essenciais a serem considerados em sua interpretação. O ponto de partida é determinar o Senhor do Ano a partir da profecção do Ascendente. Ele orienta: “Deves observar, na revolução dos anos, o Ascendente natal e calcular um signo por ano; onde ele alcançar, esse será o signo anual. Seu senhor será o ‘Senhor do Ano’ (regente do tempo), chamado em persa ‘Salchadāi’.” Ele recomenda avaliar a condição do signo da profecção e de seu senhor tanto na carta natal quanto na revolução solar, incluindo planetas posicionados neste signo, seus aspectos, se o signo é angular, sucedente ou cadente na carta natal e anual, se há estrelas neste signo, lotes ou partes, etc. Abu Maʿshar explica que: Se o signo da profecção estiver livre de aflições dos planetas natais e anuais, e seu senhor estiver fortalecido tanto na natividade quanto na revolução, em sua dignidade essencial, isso indica saúde, alegria e prazer nas áreas regidas pelo Senhor do Ano e pelos planetas conectados a ele, por natureza e posição. Se o signo da profecção estiver aflito por planetas natais ou na revolução, e seu senhor estiver debilitado, isso aponta para doenças, tristeza, perdas e dificuldades nas coisas significadas pelo Senhor do Ano e pelos planetas que o aspectam. Se o Senhor do Ano for diurno, mas ocupar uma posição noturna, ou se estiver em casas sem força ou retrógrado, isso sugere instabilidade, preocupações e fracasso nas atividades e desejos do nativo. Abu Maʿshar ainda oferece diretrizes valiosas para a interpretação: Se o signo da profecção for de natureza fértil e seu senhor estiver bem posicionado, isso indica aumento de bens, prosperidade e crescimento da família. Se cair em um signo estéril e o senhor estiver debilitado, isso sugere perdas, dificuldades para ter filhos e declínio dos recursos. #astrologia #astrologiatradicional #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
2 semanas ago
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No próximo dia 20 de março, inicia-se o novo ano astrológico.

Os antigos tratados de astrologia mundial oferecem uma abundância de informações sobre o que o ano pode trazer de bom ou ruim. Embora muitas dessas informações estejam atreladas ao contexto histórico em que foram escritas, várias delas permanecem relevantes e valiosas como técnicas aplicáveis ao mundo atual.

Ao utilizar métodos tradicionais para análises astrológicas, é essencial adaptar a interpretação ao nosso tempo e contexto, sem perder de vista a essência dos ensinamentos antigos.

Por exemplo, em um dos tratados de Abu Ma’shar, ele menciona que Marte em Câncer indica uma produção moderada de manteiga e óleo para o ano. Em nossa realidade moderna, essa previsão parece anacrônica — a manteiga é produzida em larga escala industrialmente, e o volume de sua produção não carrega o mesmo peso informativo para a população. No entanto, podemos traçar paralelos mais contemporâneos: o petróleo, um recurso vital no cenário geopolítico e econômico, pode ser analisado sob essa mesma ótica simbólica.

Vejamos agora o que Guido Bonatti escreve no Livro da Astronomia sobre Marte em Câncer, quando presente na carta do ingresso do Sol em Áries:

“E se Marte, na revolução do ano, estiver em Câncer ou em sua triplicidade (e especialmente em Câncer), a aparência das coisas que ele significará será nas partes do norte. Mas em Câncer, ele significa naufrágios que acontecem de repente, devido a um forte e súbito sopro de ventos; e significa brigas, contendas e guerras nas partes ocidentais; e haverá opressão por causa do pagamento de tributos, e haverá febres e outras doenças, e haverá dores de garganta e no peito; e o calor será opressivo, e a chuva será diminuída.”

Muito do que Bonatti descreve já se desenrola diante de nossos olhos: disputas tributárias internacionais, ataques ocidentais — como a recente ofensiva dos Estados Unidos contra os rebeldes do Iêmen — e tensões crescentes. Resta acompanhar o desenrolar dos demais eventos previstos...

#astrología #astrologiatradicional #astrologiaclassica #astrologiamundial  #anarodrigues_astrologa
No próximo dia 20 de março, inicia-se o novo ano astrológico. Os antigos tratados de astrologia mundial oferecem uma abundância de informações sobre o que o ano pode trazer de bom ou ruim. Embora muitas dessas informações estejam atreladas ao contexto histórico em que foram escritas, várias delas permanecem relevantes e valiosas como técnicas aplicáveis ao mundo atual. Ao utilizar métodos tradicionais para análises astrológicas, é essencial adaptar a interpretação ao nosso tempo e contexto, sem perder de vista a essência dos ensinamentos antigos. Por exemplo, em um dos tratados de Abu Ma’shar, ele menciona que Marte em Câncer indica uma produção moderada de manteiga e óleo para o ano. Em nossa realidade moderna, essa previsão parece anacrônica — a manteiga é produzida em larga escala industrialmente, e o volume de sua produção não carrega o mesmo peso informativo para a população. No entanto, podemos traçar paralelos mais contemporâneos: o petróleo, um recurso vital no cenário geopolítico e econômico, pode ser analisado sob essa mesma ótica simbólica. Vejamos agora o que Guido Bonatti escreve no Livro da Astronomia sobre Marte em Câncer, quando presente na carta do ingresso do Sol em Áries: “E se Marte, na revolução do ano, estiver em Câncer ou em sua triplicidade (e especialmente em Câncer), a aparência das coisas que ele significará será nas partes do norte. Mas em Câncer, ele significa naufrágios que acontecem de repente, devido a um forte e súbito sopro de ventos; e significa brigas, contendas e guerras nas partes ocidentais; e haverá opressão por causa do pagamento de tributos, e haverá febres e outras doenças, e haverá dores de garganta e no peito; e o calor será opressivo, e a chuva será diminuída.” Muito do que Bonatti descreve já se desenrola diante de nossos olhos: disputas tributárias internacionais, ataques ocidentais — como a recente ofensiva dos Estados Unidos contra os rebeldes do Iêmen — e tensões crescentes. Resta acompanhar o desenrolar dos demais eventos previstos... #astrología #astrologiatradicional #astrologiaclassica #astrologiamundial #anarodrigues_astrologa
2 semanas ago
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Irmãos gêmeos nascem com mesmo mapa? Esta é uma pergunta frequentemente elaborada aos astrólogos. Como devemos lidar com esta situação?

Na Astrologia Clássica em particular este é um tema complexo, por que ela trata também de analisar promessas de eventos concretos na vida do nativo.

A ideia comum é a de que os mapas são exatamente iguais. Com pequenas diferenças no horário de nascimento, poucas informações são perceptíveis em um delineamento básico das cartas. Mas algumas técncias antigas podem facilitar esta abordagem aos astrólogos.

Um dos primeiros passos a dar para escolhermos quais elementos utilizar na análise, é ter em mãos não somente a hora de nascimento, mas os minutos precisamente. Diferenças de mais de 4 minutos abrem mais possibilidades de trabalho.

REVIVENDO TÉCNICAS ASTROLÓGICAS ANTIGAS

Uma das técnicas antigas citadas em obras do período Helenista da Astrologia, que remonta do sec. V A.ec é a partição dos 30 graus do signo zodiacal em 12 partes menores. Cada signo então terá 12 subdivisões que podem ser levadas em consideração nesta análise.

Esta técnica era conhecida como Dodecatemoria, Duodécima, ou Décima Segunda Parte. Originalmente era utilizada para descobrir o ascendente, quando desconhecido, ou para determinar o gênero de uma pessoa quando se tinha a carta em mãos, mas não sabia a quem ela pertencia.

Estima-se que esta técnica já era utilizada nos tempos babilônicos, e foi uma das técnicas chaves do período helenista e da fase medieval inicial. Foi citada por Marcus Manilius, Julius Firmicus Maternus, Dorotheus de Sidon e também por Ptolomeu, além de muitos outros a seguir na historia como Hephaistio de Thebas, Rethorius

Na Dodecatemoria, ou Dodecatemorio, os 30 graus de um signo são divididos em 12 partes de 2,5 graus (2°30′) pela maioria dos astrólogos antigos.

Em uma primeira abordagem da Dodecatemoria, os primeiros dois graus e meio pertenciam ao signo em questão. Se, por exemplo estivéssemos identificando as Dodecatemorias de Câncer, os primeiros 2°30′ seriam de Câncer, e os 2°30′ seguintes de Leão, e assim por diante. Desta maneira, a Lua posicionada em 12 graus de Câncer, corresponderia a dodecatemoria de Escorpião.

Na segunda abordagem, utilizaríamos o grau e minutos da posição do planeta no signo zodiacal e multiplicaríamos por 12, o resultado seria aplicado a partir de zero grau do signo no zodíaco. Por exemplo, a Lua posicionada em 12 graus de Câncer. Multiplicaríamos 12 X 12 = 144 graus. Aplicaríamos 144 graus a partir de zero grau de Câncer, que daria 24° de Escorpião.

Existem algumas variações apresentadas por Marcus Manilius e Paulo de Alexandria. Manilius acrescenta que os 2°30′ da décima segunda parte ou Dodecatemoria ainda seriam divididos em 5 partes de 30′, ou 0,5 grau, sendo regidas por um planeta, seguindo Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio. Já para Paulo de Alexandria, o ideal seria multiplicar o grau de posição planetária por 13 e não por 12.

COMO UTILIZAR?

A relação da décima segunda parte com outro ponto do zodíaco cria uma posição secundária para um planeta, e esta posição pode fornecer informações adicionais sobre o que aquele planeta representa em um carta.

Nos gráficos de gêmeos, com diferenças de pouco minutos no horário de nascimento dos irmãos já é possível perceber diferenças nas características do signo ascendente, por exemplo. A décima segunda parte do ascendente e seu regente pode revelar uma ênfase pessoal para o indivíduo. E podemos replicar a técncia para todas as posições planetárias e cúspides das casas, o que nos provê informações adicionais sobre os irmãos nas várias áreas da vida.

MAIS TÉCNICA

Outra abordagem para diferenças de nascimento ainda menores é a MONOMOIRIA. termos grego no qual Mono significa UM e Moiria significa GRAU. Nesta abordagem cada um dos 360 graus do zodíaco é regido por um planeta, iniciando pelo planeta ou luminar que rege o signo, e seguindo na ordem caldeica (De Saturno à Lua) segundo Vettius Valens Sec. IIec. Por exemplo a Lua em 12°de Câncer, teria o grau 12 na monomoiria do Sol. Este grau possui então referências da Lua como o domicílio, mas também do Sol, como regente do grau.

A Monomoiria era uma forma de atribuir uma dignidade ao planeta, assim como fazemos com o domicílio, a exaltação, triplicidade, etc.

Na carta natal, a casa (ou casas) regidas pelo planeta que pela monomoiria dispõe a maioria dos planetas (ou pelo menos três deles) é poderosamente acentuada. Ao identificar a monomoiria dos 5 planetas e dois luminares, se encontrarmos mais de três vezes um mesmo planeta, os temas das casas que ele reger terão muita importância na vida do nativo.

Nos gráficos de gêmeos a mudança de um planeta de grau em curtíssimo espaço de tempo pode acontecer para os planetas de passo diário mais rápido, como a Lua, por exemplo.
Mas a técnica é eficaz especialmente para o ascendente e cúspide das casas, quando há diferença de grau de uma carta para outra. Se um irmão tem o ascendente em 12 de Câncer e o outro em 13 de Câncer, um teria o ascendente na monomoiria da Lua e o outro de Saturno. Esta pequena diferença já atribuiria mais significados para o delineamento das condições de aparência, vitalidade e saúde, motivação básica, entre outras.

Com técnicas como estas podemos explorar um grande número de informações para diferenciar as experiências prometidas na carta natal entre os irmãos.

Fontes:
Monomoiria, essential dignity by degree, Ema Kurent
Anthology, Vettius Valens
Late Classical astrology, Paulus Alexandrinus & Olympiodorus, tradução de Dorian Gieseler Greenbaun

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